quarta-feira, 7 de novembro de 2007

DEVE-SE CRÊ NA TRINDADE?

Definição: “(...) Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; e, no entanto, não são três deuses, mas Deus é um só (...)” [Credo Atanasiano].
É bem verdade que a palavra Trindade não aparece na Bíblia. Mas isso constitui prova de que tal doutrina é falsa? Se aplicarmos esse raciocínio, teremos de rejeitar outros ensinamentos bíblicos. Por exemplo: Quantas vezes a palavra “arbítrio” ocorre nas Escrituras Sagradas? Nenhuma. Contudo, o seu ensino é claramente ensinado na Palavra (Deuteronômio 11.26-28; Mateus 7.13,14; João 1.11,12). Também é verdade que a Doutrina da Trindade é um mistério, não é cientificamente lógica sua explicação. Porém, pode-se argumentar, baseando-se nesse pressuposto, que esse ensinamento é falso? Claro que não. Não entendemos, logicamente, a “eternidade” do Senhor, embora aceitamos. Veja o que diz o livro Raciocínios à Base das Escrituras, p. 123: “Será que Deus teve começo?... [de eternidade a eternidade] tu és Deus. Há lógica nisso? Nossa mente não pode compreendê-lo plenamente. Mas não é uma razão sólida para rejeitá-lo”. Agora observe o que declara Isaías 40.18*: “E a quem é que podeis assemelhar Deus e que semelhança podeis comparar com ele?”. Ou seja, há casos em que não podemos utilizar a lógica aplicada no mundo material para explicar Deus, porque Este possui atributos exclusivos – transcendência.

Deus é amor
Raciocínio à base das Escrituras
Em I João 4.8 está escrito: “Quem não amar não chegou a conhecer Deus, porque Deus é amor”.
Vejamos como o Dicionário Aurélio define a palavra “amor”: “Sm. 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. 3. Inclinação ditada por laços de família. 4. Afeição, amizade, simpatia”.
O texto bíblico revela não apenas um, entre os muitos atributos de Deus, mas o apresenta como a própria personificação do amor, sua origem. Agora raciocine: Poderia Deus ser amor, se vivesse sozinho por algum período de tempo sem que existisse alguém que ele amasse? É possível a alguém absolutamente solitário exercer amor? Se Jesus não fosse co-eterno com Jeová, teria sentido dizer que Deus é amor, visto que Este não poderia manifestar o seu amor, pois estaria totalmente sozinho? Nestas condições, acima citadas, Deus pode realmente ser amor em seu sentido completo e dinâmico? Ou será que o amor não é um atributo eterno de um Deus eterno? Se esta for à resposta, somos obrigados a admitir que, em certo momento, Deus não era amor e que, só após criar Jesus pôde amar. Porém, a Bíblia diz que Deus é amor, e a própria definição de amor exige a existência do outro para que esse amor realmente exista e seja efetivado. Como dizer que um Deus que não é triuno é amor, se não há outro ser para que esse amor se manifeste. Além disso, se o amor é um atributo divino e Deus é eterno, logo esse atributo é eterno; Deus é perfeito (Mateus 5.48), nunca Lhe faltou nada e não pode mudar, inclusive pra melhor (Malaquias 3.6; Tiago 1.17). Ora, sem a Doutrina da Trindade, o que temos é, na verdade, uma contradição, pois como esse atributo divino, e, portanto eterno, se manifestava antes mesmo da Criação de Jesus, dos anjos e dos homens?
Deus não é um Ser solitário, que necessita de suas criaturas para amar. Como Ser triuno, tripessoal, Deus tem em si mesmo a plenitude do amor. As suas obras são apenas a expressão desse amor, isto é, do Seu Ser. O amor é a essência e o resultado direto dessa relação indissolúvel e absolutamente harmoniosa entre as três Pessoas da Trindade.
Portanto, não resta dúvida de que Jeová (o Pai) foi, é, e sempre será “amor”, porque nunca esteve sozinho. Ele, mesmo na eternidade mais remota, sempre desfrutou de íntima comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Estes sempre existiram com aquEle (Miquéias 5.2; João 17.5; Hebreus 9.14).

Jesus te ama!!!

*A menos que haja outra indicação, todas as citações são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

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