quarta-feira, 21 de novembro de 2007

JESUS DEVE SER ADORADO?


A pergunta supracitada será respondida positivamente – é óbvio – pelos três principais ramos do Cristianismo: Catolicismo Romano, Ortodoxo e Protestantismo. Entretanto, existem alguns grupos religiosos – inclusive que se declaram cristãos – que suprimem a adoração ao Senhor Jesus e até a proíbem.

Definição
ADORAR: V. proskuneõ (προσκυνέω), “fazer mesura, fazer reverência a” (formado de pros, “para”, e kuneõ, “beijar”). [W.E. VINE, Dicionário Vine, 7ª edição, p. 374].

Passaremos a analisar apenas dois textos base das Escrituras Sagradas que lançam luz sobre essa questão.

1º) João 17.5*: “De modo que agora, Pai, glorifica-me junto de ti com a glória que eu tive junto de ti antes de haver o mundo” [Grifo meu].
Nesse texto, Jesus que havia “glorificado na terra o Pai” e “terminado a obra que a Ele foi confiada por Aquele” (v. 4), requer para Si a “glória” – como sendo digno dela – por parte do Seu Pai. É notável que essa “glória” não Lhe era estranha, pois Ele já a possuía “antes de haver o mundo”. Agora, quando observamos as palavras de Jeová em Isaías 42.8: “Eu sou Jeová. Este é meu nome; e a minha própria glória não darei a outrem, nem o meu louvor a imagens entalhadas” [Grifo meu] – leia ainda Isaías 48.11-, percebemos o caráter divino de Jesus. Por quê? Porque as passagens do livro de Isaías, ou melhor, as palavras do próprio Deus Jeová, afirmam categoricamente que Ele (Jeová) não dará a sua “glória” a nenhum outro ser. Entretanto Jesus em João 17.5 pede não apenas para que o Pai O glorifique, mas também afirma ser possuidor, junto de Jeová, dessa “glória” divina antes de o mundo existir.
Ao compararmos esses textos sagrados vemos claramente a verdadeira identidade do Senhor Jesus, como Aquele que deve ser reconhecido por todos: “E toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai” (Filipenses 2.11) [Grifo meu].

2º) Revelação 5.8,11-14: “E, ao tomar o rolo, as quatro criaturas viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada um [deles] tendo uma harpa e tigelas de ouro cheias de incenso, e o[incenso] significa as orações dos santos. E eu vi, e ouvi uma voz de muitos anjos em volta do trono, e das criaturas viventes, e dos anciãos, e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, dizendo com voz alta: ‘O Cordeiro que foi morto é digno de receber o poder, e as riquezas, e a sabedoria, e a força, e a honra, e a glória, e a bênção’. E toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e todas as coisas neles, eu ouvi dizer: ‘Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro seja a bênção, e a honra, e a glória, e o poderio para todo o sempre’. E as quatro criaturas viventes diziam: ‘Amém!’ e os anciãos prostraram-se adoraram”. [Grifo meu].
O apóstolo João, por meio dessa visão, contempla uma demonstração clara de adoração prestada ao Cordeiro (Jesus) no céu por “vinte e quatro anciãos” e “miríades de miríades” de anjos. É significativamente importante o fato de que a adoração dada ao “Cordeiro” é a mesma que Jeová recebe: “Os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante Daquele que está sentado no trono e adoram Aquele que vive para todo o sempre, e lançam as suas coroas diante do trono, dizendo: ‘Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade’” (Revelação 4.10,11) [Grifo meu]. Para efeito de confirmação releia Revelação 5.13.
Em suma, uma vez que toda a Bíblia é inspirada por Deus é impossível que se contradiga. Só o único e verdadeiro Deus pode ser adorado (Mateus 4.10). A mesma adoração que é prestada ao Cordeiro (Jesus) e a Jeová no livro de Revelação – e em outros das Escrituras – só é possível e genuína porque Jesus, o Pai e o Espírito Santo são o mesmo Deus em natureza e essência, porém distintos em personalidade (João 20.28; Atos 5.3,4).
Destarte, conclusivamente, a Bíblia Sagrada responde “sim” ao questionamento desse artigo, pois: “ele [Jesus] é Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Revelação 17.14) [Grifo meu].

*A menos que haja outra indicação, todas as citações da Bíblia são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.


Jesus te ama!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Resposta ao artigo "Quem é Deus segundo a Bíblia, o Espírito de Profecia e a Igreja Adventista do Sétimo Dia?"

Caro amigo Elpídio da Cruz Silva, quero elogiá-lo por sua preocupação com relação "a homens que criam heresias diabólicas que os afastam do Deus verdadeiro", mas tenho que advertí-lo quanto a uma coisa: usar o versículo "Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos, e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele" (1 Coríntios 8:6), como base para negar a Trindade não é lógico e nem coerente com o texto bíblico em geral.

Por quê?
1º)
Se aplicarmos esse raciocínio (de que só a pessoa do Pai é Deus), teremos de admitir que só Jesus é Senhor, e isto contradiz às Escrituras. Veja Isaías 44.11 e Mateus 11.25.

2º) Na verdade, os termos "Deus e Senhor" são intercambiáveis - aplicam-se também a Jesus: Isaías 9.6; João 1.1; 20.28; Atos 7.59; Romanos 9.5; Tito 2.13; I João 5.20; Judas 1.4;

3º) O Espírito Santo é reconhecido na Bíblia como uma pessoa divina: Isaías 63.10; João 14.16,26; 15;26; Atos 5.3,4; Romanos 8.26,27; Hebreus 9.14;

4º) Contudo, a Bíblia ensina que há um só Deus: Deuteronômio 6.4; Isaías 43.10; 44.6;

5º) Portanto, se as Escrituras ensinam que há um só Deus e ao mesmo tempo se refere ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como Deus, ou admitimos que a unidade de Deus é composta (a Trindade) ou que somos politeístas, como fazem às Testemunhas de Jeová.

Finalmente, o texto em análise não suprime o monoteísmo judaico-cristão, apenas demonstra o que declaram os cristãos ortodoxos: que a Pessoa do Pai é reconhecida como Deus.


Sem mais, subscrevo,

Ir. Wesley Almeida

P.S: Espero sua resposta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

DEVE-SE CRÊ NA TRINDADE?

Definição: “(...) Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; e, no entanto, não são três deuses, mas Deus é um só (...)” [Credo Atanasiano].
É bem verdade que a palavra Trindade não aparece na Bíblia. Mas isso constitui prova de que tal doutrina é falsa? Se aplicarmos esse raciocínio, teremos de rejeitar outros ensinamentos bíblicos. Por exemplo: Quantas vezes a palavra “arbítrio” ocorre nas Escrituras Sagradas? Nenhuma. Contudo, o seu ensino é claramente ensinado na Palavra (Deuteronômio 11.26-28; Mateus 7.13,14; João 1.11,12). Também é verdade que a Doutrina da Trindade é um mistério, não é cientificamente lógica sua explicação. Porém, pode-se argumentar, baseando-se nesse pressuposto, que esse ensinamento é falso? Claro que não. Não entendemos, logicamente, a “eternidade” do Senhor, embora aceitamos. Veja o que diz o livro Raciocínios à Base das Escrituras, p. 123: “Será que Deus teve começo?... [de eternidade a eternidade] tu és Deus. Há lógica nisso? Nossa mente não pode compreendê-lo plenamente. Mas não é uma razão sólida para rejeitá-lo”. Agora observe o que declara Isaías 40.18*: “E a quem é que podeis assemelhar Deus e que semelhança podeis comparar com ele?”. Ou seja, há casos em que não podemos utilizar a lógica aplicada no mundo material para explicar Deus, porque Este possui atributos exclusivos – transcendência.

Deus é amor
Raciocínio à base das Escrituras
Em I João 4.8 está escrito: “Quem não amar não chegou a conhecer Deus, porque Deus é amor”.
Vejamos como o Dicionário Aurélio define a palavra “amor”: “Sm. 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. 3. Inclinação ditada por laços de família. 4. Afeição, amizade, simpatia”.
O texto bíblico revela não apenas um, entre os muitos atributos de Deus, mas o apresenta como a própria personificação do amor, sua origem. Agora raciocine: Poderia Deus ser amor, se vivesse sozinho por algum período de tempo sem que existisse alguém que ele amasse? É possível a alguém absolutamente solitário exercer amor? Se Jesus não fosse co-eterno com Jeová, teria sentido dizer que Deus é amor, visto que Este não poderia manifestar o seu amor, pois estaria totalmente sozinho? Nestas condições, acima citadas, Deus pode realmente ser amor em seu sentido completo e dinâmico? Ou será que o amor não é um atributo eterno de um Deus eterno? Se esta for à resposta, somos obrigados a admitir que, em certo momento, Deus não era amor e que, só após criar Jesus pôde amar. Porém, a Bíblia diz que Deus é amor, e a própria definição de amor exige a existência do outro para que esse amor realmente exista e seja efetivado. Como dizer que um Deus que não é triuno é amor, se não há outro ser para que esse amor se manifeste. Além disso, se o amor é um atributo divino e Deus é eterno, logo esse atributo é eterno; Deus é perfeito (Mateus 5.48), nunca Lhe faltou nada e não pode mudar, inclusive pra melhor (Malaquias 3.6; Tiago 1.17). Ora, sem a Doutrina da Trindade, o que temos é, na verdade, uma contradição, pois como esse atributo divino, e, portanto eterno, se manifestava antes mesmo da Criação de Jesus, dos anjos e dos homens?
Deus não é um Ser solitário, que necessita de suas criaturas para amar. Como Ser triuno, tripessoal, Deus tem em si mesmo a plenitude do amor. As suas obras são apenas a expressão desse amor, isto é, do Seu Ser. O amor é a essência e o resultado direto dessa relação indissolúvel e absolutamente harmoniosa entre as três Pessoas da Trindade.
Portanto, não resta dúvida de que Jeová (o Pai) foi, é, e sempre será “amor”, porque nunca esteve sozinho. Ele, mesmo na eternidade mais remota, sempre desfrutou de íntima comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Estes sempre existiram com aquEle (Miquéias 5.2; João 17.5; Hebreus 9.14).

Jesus te ama!!!

*A menos que haja outra indicação, todas as citações são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

O QUE É A ALMA DO HOMEM?

Davi, no livro de Salmos 8.4, pergunta a si mesmo: “Que é o homem mortal para que te lembres dele, E o filho do homem terreno para que tomes conta dele?” Pois bem, a Bíblia responde: “O próprio Deus de paz vos santifique completamente. Que em todo respeito sejam preservados sãos o espírito, e a alma, e o corpo de vós [irmãos], dum modo inculpe, na presença de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tessalonicenses 5.23). Observe que o homem na sua totalidade é formado por ‘espírito’, ‘alma’ e ‘corpo’. Confira Hebreus 4.12. Mas, o que é a alma? “Alma”, do hebraico ‘neplesh’ e do grego ‘psuchê’ (ψυχἡ): “denota ego, vida, pessoa, coração, respiração, a respiração de vida” (William White Jr. e W.E. Vine). Afinal, a alma sobrevive após a morte do corpo? Ela tem existência separada do corpo físico mortal?
Em Ezequiel 18.4 está escrito: “Eis que todas as almas a mim me pertencem. Como a alma do pai, assim também a alma do filho – a mim me pertencem. A alma que pecar – ela é que morrerá”. O que quer dizer tal passagem bíblica? Isso significa que a alma é mortal? Precisamos, antes de tudo, considerar o sentido de ‘morte’ em seus diferentes contextos. É bom lembrar que a palavra ‘morte’ significa ‘separação’ e não ‘extinção’. Paulo declara em I Timóteo 5.6: “Mas aquela que se entrega à satisfação sensual já está morta, embora esteja vivendo”. O texto mostra que uma pessoa pode estar morta (separada de Deus) e continuar viva, consciente. Em Efésios 2.1 Paulo ratifica: “Outrossim, [é a] vós [que Deus vivificou], embora estivésseis mortos nas vossas falhas e pecados.” Ou seja, antes da conversão estavam espiritualmente mortos em seus pecados (João 5.24; Efésios 4.18; Colossenses 2.13), mas conscientes. Também temos o exemplo do Filho Pródigo, que estava morto (separado de seu pai), embora consciente. “Porque este meu filho estava morto, e voltou a viver...” (Lucas 15.24). O contexto, portanto, está falando acerca de outro tipo de morte, a ‘segunda morte’ (Revelação 2.11; 20.13,14). Em Ezequiel 18.21 Deus diz: “Ora, quanto ao iníquo, se ele recuar de todos os seus pecados que praticou... continuará a viver”. Obviamente até o homem mais justo e bondoso da Terra morrerá fisicamente um dia. Deus está afirmando no texto que, se o homem deixar seus pecados, seguir os Seus caminhos e crê nEle, ele não passará pela segunda morte, a separação definitiva e eterna de Jeová. O ser humano não pode escapar da morte física, mas pode fugir da ira vindoura pelo arrependimento e pela aceitação de Cristo como Senhor e Salvador de sua vida (João 5.24; Romanos 10.9,10; II Timóteo 1.10).
Agora vejamos o que disse Jesus: “E não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo”(Mateus 10.28). Se a alma significasse, exclusivamente, ‘pessoa viva’, teria sentido as palavras de Jesus? Se a alma é apenas um ‘corpo animado’, uma ‘pessoa viva’, como alguém pode ‘matar o corpo’ e nada pode fazer contra a ‘alma’, uma vez que estes são inseparáveis, constituem a mesma coisa? O que quis dizer Jesus? Não, Cristo definitivamente nunca ensinou ser a alma algo mortal, incapaz de sobreviver à morte física do corpo. Pelo contrário, Ele alertou e ao mesmo tempo confortou os seus discípulos para que temessem a Deus e procurassem da melhor maneira servi-lo, pois eles tinham, além do corpo, uma alma imortal que poderia ser punida por Ele; ao contrário dos homens, que só têm poder sobre o corpo (parte mortal). Confira Gênesis 35.18; I Reis 17.20,21.
Revelação 6.9-11 relata: “E quando abriu o quinto selo, vi por baixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter. E gritaram com voz alta, dizendo: ‘Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-te-ás de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra?’ E a cada um deles foi dada uma comprida veste branca (...)” [Grifo nosso]. Se a vida cessa com a morte e alma não sobrevive e não continua consciente após a morte do corpo, como se explica isso? Como pode alguém, que não tem uma alma consciente, clamar (depois de morto) a Deus por vingança? Ninguém que ler esse texto com atenção será convencido de que a alma é mortal! Ele esclarece e não deixa dúvida de que a alma é a parte imaterial e imortal do homem que continua viva e consciente mesmo fora do corpo, quando este morre.
Finalmente, amigo leitor, a morte não é o fim de tudo. Esse não foi o propósito de Deus quando criou o homem. Porém, você precisa saber que deverá prestar contas a Ele pelos seus atos (II Coríntios 5.10; Gálatas 6.7,8; Hebreus 9.27; Revelação 22.12). Por isso entregue sua vida a Jesus (João 1.12) e desfrutarás por toda a eternidade da comunhão com o Senhor (Revelação 21.3,4), pois, o seu sangue nos purifica de todo o pecado: “No entanto, se estivermos andando na luz, assim como ele mesmo está na luz, temos parceria um com outro, e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado” (I João 1.7).

Jesus te Ama!!!

*A menos que haja outra indicação, todas as citações são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

QUEM É JESUS?

Atualmente, diversos grupos religiosos têm atribuído definições a respeito de Jesus, na tentativa de conceituá-lo. Por exemplo: para os adeptos da Nova Era ele é um iluminado (um guru desenvolvido); para os mulçumanos ele é mais um profeta (ao lado de Maomé); para os mórmons ele é o irmão espiritual de Lúcifer; para os participantes da LBV ele não é humano; já para outros ele é apenas um anjo, a primeira criação de Jeová.
E você, sabe quem é Jesus? Agora amado leitor, convido-lhe, com a Bíblia nas mãos, a conhecer esse maravilhoso ser.

Ele é o Criador do Universo
Raciocínio á base das Escrituras
Veja o que diz: “Assim disse Jeová, teu Resgatador e Aquele que te formou desde o ventre: ‘Eu, Jeová, faço tudo, estendo os céus por mim mesmo, estirando a terra. Quem estava comigo’? (Isaías 44.24)*. Observe que é Jeová (por mim mesmo) que ‘estende os céus formando a terra’. Confira Isaías 45.18. Agora leia João 1.3: “Todas as coisas vieram por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência”. Afinal, é Jeová ou Jesus o Criador dos céus e da terra? Como conciliar essas duas afirmações? Há dois criadores? Como resolver esse problema? É fácil. É que Jeová e Jesus são o mesmo Deus - distinto em personalidade, mas uno em essência, natureza (João 10.30). Por isso, a Bíblia atribui simultaneamente a prerrogativa de Criador tanto a Jeová (o Pai) como a Jesus (o Filho). Então, na verdade não existem dois criadores, mas um só: Deus. Não seria razoável admitir que Jeová criou Jesus e que este depois criou o universo? Se pensarmos assim estaremos cometendo flagrante contradição, pois, o próprio Jeová declara: ‘Quem estava comigo’. Por outro lado, se concluirmos que somente Jeová criou os céus e a terra e que Jesus não teve parte direta na criação (como Deus), somos obrigados a aceitar que ele perecerá. É o que a Bíblia diz: “Assim lhes direis vós: ‘Os deuses que não fizeram os próprios céus e a terra são os que perecerão da terra e de debaixo destes céus’ (Jeremias 10.11). Mas, ela mesma também declara que Jesus é eterno: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13.8).

Ele é o Todo-Poderoso, o Alfa e o Ômega
Raciocínio á base das Escrituras
O capítulo 1º e versículo 8 de Revelação diz: “Eu sou o Alfa e Ômega” , diz Jeová Deus, “Aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso”. É esta uma referência a Jesus? Primeiro, o verso 7 fala de alguém que foi ‘transpassado’ e que ‘vem’. É óbvio que esse que vem é Jesus, porque Ele (e não o Pai) foi transpassado na ocasião em que foi pregado na cruz. O verso 8 então nos diz que ‘Jeová Deus’ é aquEle que ‘vem’. Ou seja, aquEle que ‘vem’ e que é “Deus Jeová’ é o mesmo que foi ‘transpassado’, isto é, Jesus. Segundo, Revelação 22.12,13 afirma: “Eis que venho depressa (...). Eu sou o Alfa e Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim”. E mais adiante, Revelação 22.20, esclarece: “Aquele que dá testemunho dessas coisas diz: ‘Sim; venho depressa’”. “Amém! Vem, Senhor Jesus.” Portanto, os textos bíblicos, anteriormente citados, referem-se a Jesus como o Deus ‘Todo-poderoso’, o ‘Alfa e o Ômega’, inclusive atribuindo a Ele o termo ‘Jeová’ (Revelação 1.8), e constituem-se provas incontestáveis de sua divindade absoluta.
O próprio Jesus alerta para o perigo de não reconhecermos como Ele é (João 8.24). Deus tornou-se homem na pessoa bendita de Jesus (Mateus 1.23; João 1.14); morreu, mas ressuscitou (Lucas 24.5,6); e se você se arrepender e confessar seus pecados a Ele será salvo (Romanos 10.9,10). Jesus, nosso Salvador, venceu a morte e nos garantiu a vida eterna: “Mas agora se tornou claramente evidente pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus, que aboliu a morte, mas lançou luz sobre a vida e a incorrupção por intermédio das boas novas” (II Timóteo 1.10).

Jesus te ama!!!

*A menos que haja outra indicação, todas as citações são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.